sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Como Nossos Avós e Pais viveram na Fazenda Cipo em Vila de Jequitai - Comarca de Monte Claros da Capitania de Minas Gerais 1932 .


Os Ramos de Oliveira ,percebendo que o jumento era um animal dócil, inteligente e dotado de grande senso de sobrevivência. Vivia em média 25 anos e pode ser encontrado em praticamente todo o planeta, exceto em regiões mais frias. Resolveram manter uma criação com cerca 500 cabeças para atender as necessidades da lavoura e do garimpo na Fazenda Cipo.
Dependendo da região em que se encontra, pode receber o nome de asno, jegue, jerico ou ainda asno-doméstico, mas no mundo científico recebe o nome de Equus asinus. Muito usado como animal de carga (carroça, cangalha, e outros) e tração (arados, carpideiras, plantadeiras, e outros), o jumento sempre foi peça fundamental utilizada nos trabalhos pesados do campo. Também é extremamente utilizado na sela para a lida com o gado, em passeios, cavalgadas, concursos de marcha e enduros.A família usava para o transportes de queijos até os armazéns de Montes Claros e nas vendas da Vila de Jequitai.





O município de Jequitaí tem sua história ligada ao ciclo do ouro, descoberto no ano de 1872, já no final do Império, por viajantes que faziam o trajeto Vila de Formigas, hoje Montes Claros (MG), para Vila Nossa Senhora do Bom Sucesso e Almas da Barra do Rio das Velhas, hoje Barra de Guaicuí, distrito de Várzea da Palma(MG). Ao atravessarem um rio, no lugar denominado Porto Inhay, encontraram diamantes de qualidade apreciável e ali se estabeleceram. Depois, prosseguindo em sua viagem, chegaram à fazenda do Major Cipriano de Medeiros, mais tarde Barão de Jequitaí, a quem vendeu os diamantes, o Major, por sua vez os comercializou em Diamantina (MG). A notícia do descobrimento das preciosas pedras se espalhou, trazendo às margens do referido rio gente de toda a parte. 


Mais ou menos 500 garimpeiros entre os RAMOS DE OLOIVEIRA , que se acampavam em choças de palha e capim formavam um futuro arraial. A maior parte de seus primeiros habitantes eram diamantinenses e, em homenagem a esses intrépidos, hoje existem na cidade algumas ruas com os nomes: Diamantina, Mendanha, Inhay, etc. Como o alimento básico de que os garimpeiros se serviam era o peixe, eles armavam um balaio (Jequi), no meio das pedras (Ita) dentro do rio (Hy), onde nasceu o nome Jequitaí, que até hoje se conserva, devido a sua origem e significado.

Pela Lei Provincial nº 1996 de 14 de novembro de 1873, foi elevado à categoria de Vila de Jequitaí, com sede no Arraial do Senhor do Bonfim, então município de Montes Claros (MG). Dois anos depois, a Lei nº 2145 transformou a Vila de Jequitaí em distrito de Montes Claros (MG). Pela Lei Provincial nº 2810 de 04 de outubro de 1881, foi a sede transferida para o Arraial de Nossa Senhora da Conceição de Jequitaí, e mais tarde elevada à cidade de Jequitaí, pela Lei Provincial nº 3276, de 30 de outubro de 1884, época esta de notório desenvolvimento, motivado pela lavoura, e, em grande parte,no ano de 1882 a Família Ramos de Oliveira ,com seus seis filhos ,sendo 4 homens e 2 mulheres chega a Montes Claros , um de seus filhos casa-se na província de Montes Claros e parte movido ,pela extração de seus diamantes.Passado-se alguns anos se passam , em 1899 nascia Domingos Ramos de Oliveira, que aos seus 16 anos no ano de 1915 ,se aventurou em busca de riqueza, na Região de Jequitai ,deixnado seus pais ,tios, primos e avós na cidade de Jequitai na fazenda da familia, prometendo assim que encontrasse as suas pedras preciosas iria comprar sua própria fazenda que iria se chamar FAZENDA CIPO.
 No entanto o povo de Jequitaí gozou as regalias de cidade por pouco tempo, já que a Lei nº 44 de 17 de abril de 1890 reduziu a cidade a um simples distrito, passando a denominar-se Vila Nova de Jequitaí, sofrendo um grande revés, voltando a pertencer a Montes Claros (MG). Em 1948 foi proclamada a independência político-administrativa de Jequitaí, sendo elevada novamente a categoria de cidade pela Lei nº 336 de 27 de dezembro de 1948, constituído somente do distrito da sede.
Na cidade de Viçosa A imagem abaixco é da vivenda de número 340 da Avenida Bueno Brandão, no centro de Viçosa, antiga morada do Dr. Antônio Gomes Barbosa e depois da família Ramos





Não pude confirmar documentalmente a quem pertencera o primeiro carro na cidade. Se o libanês Nacif Nazar ou Luiz Lopes Gomes (Lulinha). A foto é certamente da década de 1920.

Revolucionários de 1930

Revolucionários de 1930

Reunião civico-militar de viçosenses homenageando revolucionários de 1930 em torno do coreto da praça Silviano Brandão. À esquerda o Pe. Álvaro Corrêa Borges e à direita identificamos, no mesmo nível do referido sacerdote, recém-chegado à cidade, ex-administrador público local, um senhor calvo, Dr. Antônio Gomes Barbosa. Também à direita são figuras conhecidas o Dr. João Braz da Costa Val, advogado e ex-administrador municipal, e da Escola Superior de Agricultura e Veterinária (Esav) o diretor Dr. João Carlos Bello Lisboa

Nenhum comentário:

Postar um comentário